• Ize Chi Kiohaan

Update - "Palavras da autora"

Resolvi me render e redigir um pequeno update que será adicionado em atualização do ebook de “A Herdeira do Mar” disponibilizado na Amazon. Será um capítulo curtinho adicionado ao final, após o Epílogo, intitulado “Palavras da Autora”, onde contarei um pouco sobre fatos e mitos que influenciaram a história do livro.


Como o suporte da Amazon me informou que leitores que leram a obra pela assinatura Kindle Unlimited não teriam acesso à atualizações futuras (só quem comprou o ebook; no caso, só precisa excluir do aparelho e baixar novamente, para aparecer atualizado), vou colocar essa pequena seção aqui, para os curiosos que quiserem saber um pouquinho mais das influências do livro :)



Palavras da Autora – fato e ficção


Apesar de ser uma obra de ficção, tentei me basear o máximo possível em fatos e mitos já existentes, da onde desenvolvi a história de fundo usada no livro.


O mito da cidade de Atlântida é um exemplo. O primeiro registro histórico que temos é do filósofo Platão, que, em seus contos, diz ter sido afundada 9.600 A.C. Para o filósofo, Atlântida seria uma ilha habitada pelos atlantes, descendentes de Atlas, filho de Poseidon. Os atlantes, regidos por leis justas e riquíssimos, tinham empreendido a conquista do mundo mediterrâneo, mas Atenas os repelira. Finalmente, a degeneração de seus costumes provocara a ira dos deuses, e um maremoto tragara a Atlântida em um dia e uma noite.


Para os fins deste livro, porém, “inverti” o motivo de ter sido afundada: não por degeneração dos costumes, mas sim, por ter sido uma sociedade evoluída demais, causando inveja em Poseidon por venerarem seu irmão Zeus, e não a ele.


A Austrália existe (nossa, não diga rs), e as localizações citadas também, como Tamarama, Praia de Bondi e Recife Elizabeth. O colégio que Cordélia estudou, Resilio House, não existe, embora tenha sido fortemente inspirado em uma instituição de ensino localizada em Bondi (cujo nome não vou citar, a fim de evitar um processo judicial rs).


O fato de o povo do mar atingir os seus trezentos anos foi uma homenagem ao conto original dinamarquês “A Pequena Sereia”, escrita por Hans Christian Andersen (e não a versão da Disney). Nele, é afirmado que as sereias atingiriam seus trezentos anos, mas não possuiriam alma, se tornando espuma do mar, diferente dos humanos, que possuiriam uma alma eterna. Utilizando o conto original como inspiração, preferi criar um povo que atingiria essa idade e possuísse almas, mas que estas permaneciam no mar – o que gerou todo o problema das maldições entre Poseidon e seu irmão Hades.


Não preciso dizer que o imaginário humano é permeado pela mitologia das sereias ao longo da história, existindo versões desses seres mitológicos em diversos povos. O “canto da sereia”, então, é um dos artifícios mais usados, por atrair marinheiros para suas mortes. Preferi apenas deixar como um hipnotismo, porque, né... Qual a graça de matar pessoas aleatórias com a voz? rs


Por fim, sobre a mencionada linguagem universal usada pelo povo do mar, nasceu da necessidade, ao me perguntar “mas que língua eles falariam?” – especialmente pelo livro ser escrito em português, mas narrado por personagens que falariam inglês. Para criá-la, me inspirei totalmente na narrativa da Torre de Babel e da linguagem particionada, aproveitando também a existência de mitos similares em outras culturas.


Bom, é isso; espero que tenham gostado desse pequeno esclarecimento dos fatos e mitos que inspiraram o livro!

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